HQ nacional reúne histórias que se cruzam sem jamais se encontrar

O escritor Daniel Galera e o artista plástico Rafael Coutinho são os criadores do HQ nacional “Cachalote”, lançado recentemente pela editora Companhia das Letras. A dupla produziu uma obra com 280 páginas, em preto e branco, que conta seis histórias amarradas simbolicamente por uma baleia da espécie cachalote, o maior animal com dentes do planeta.

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Clique aqui para ler um trecho do quadrinho

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A trama conta meia dúzia de trajetórias distintas, como a de um vendedor adepto a fetiches sexuais e um astro do cinema chinês suspeito de assassinato. A narrativa é entrelaçada por temas comuns, entre eles, o confronto dos personagens com tragédias, a conciliação entre vida e arte e a tentativa de manter o amor em relacionamentos ameaçados.

Imagem do quadrinho

Imagem do quadrinho

Segundo Galera, que já teve textos adaptados para e cinema, o enfoque do quadrinho é imaginar personagens ambíguos, que enfrentam conflitos interessantes para o leitor e ganham vida aos poucos.

Os personagens cresceriam melhor a partir do que eles próprios fazem e dizem, não do que o autor ou narrador diz sobre eles.

Para Coutinho, que é filho do quadrinista Laerte, “Cachalote” foi mais uma experiência para acabar com um antigo preconceito. Na época da faculdade, o artista chegou a pensar que fazer quadrinhos era muito fácil, por isso começou sua carreira com outros trabalhos. Depois de algum tempo, percebeu o erro e descobriu que HQ seria um dos seus maiores desafios.

Influências

Os autores não restringiram suas influências, preferiram montar uma mistura a partir de referências diversas, como o filme “Summer Palace”, do cineasta chinês Lou Ye. O longa conta a história de uma jovem que abandona a família em busca de uma carreira em Pequim.

Na universidade, descobre um mundo de liberdade política e sexual que a leva a participar do protesto na Praça da Paz Celestial. Graças a esse tom político em suas produções, o diretor Ye foi proibido de filmar em seu país por cinco anos.

Matéria publicada em São Paulo 28/7/2010, no site Catraca Livre

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