Campeão nacional de hip hop

São Paulo 27/3/2009 (Catraca Livre) – Professor de Hip Hop, Street Dance, coreógrafo e líder do grupo de dança Cybernétikos Soul Street’s, um dos finalistas do concurso Street Culture Hip Hop Internacional Brasil. Este é Everson Magnavita, 22 anos, morador da comunidade São Remo, localizada na Cidade Universitária da USP, Campus Butantã. “Gordinho”, como é conhecido, foi convidado para representar o Brasil no Campeonato Mundial de Hip Hop (World Hip Hop Championship) 2009, no entanto, pode perder essa chance por falta de patrocínio. “A difusão da cultura através do Hip Hop é um forte instrumento de integração social. É uma pena que a falta de dinheiro nos impossibilite de representar os valores do Brasil”, diz Everson.

Everson Magnavita

Everson Magnavita/ Arquivo Pessoal

Nascido e criado na comunidade São Remo, enfrentou inúmeras adversidades até se tornar um nome reconhecido do Hip Hop nacional. Dançarino desde os seis anos de idade, influenciado por seu pai, que era professor de lambada, ele criou, em 1999, o grupo de dança Cybernétikos Soul Street’s.

Inicialmente montado para que os garotos pudessem desenvolver atividades culturais e ficassem afastados dos crimes e das drogas, “o Cybernétikos evoluiu e se tornou uma febre na São Remo”, lembra Gordinho.

Após várias formações, Gordinho firmou uma trupe com 10 integrantes e ficou entre os vencedores do Street Culture Hip Hop Internacional Brasil, em fevereiro deste ano, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Os cinco primeiros colocados deste concurso receberam a oportunidade de representar o Brasil no Campeonato Mundial de Hip Hop (World Hip Hop Championship) 2009, que reúne artistas de mais de 180 países e acontece em Las Vegas, nos Estados Unido.

Everson, além de tudo isso, desenvolve projetos sociais. Todos os anos, ele seleciona crianças na São Remo. Os mais promissores começam a participar dos treinos dos Cybernétikos e aprendem, não apenas valores de cidadania, mas uma maneira de viver da arte. “O que tem de talento que se perde por falta de ajuda, não é brincadeira”, conta.

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