Usuários da USP criticam critérios de acesso ao campus

São Paulo 25/10/2010 (JC – USP) – Parte da comunidade uspiana mostra-se insatisfeita com as condutas e procedimentos adotados pela Guarda Universitária (GU), com relação aos frequentadores e visitantes, nas portarias do Campus Butantã. Em dias de semana, após as 20h, o acesso é controlado e, depois da meia noite, as entradas são restringidas apenas a alunos e funcionários, por meio do cartão USP.

Ainda assim, cada acesso é registrado num boletim de entrada, onde são anotados nome, número USP, hora e a forma de entrada, se de carro ou a pé. “Acho que ninguém deve saber minha rotina na USP. Eu preferia que instalassem catracas e barras de acesso do que entregar sempre minha carteirinha na mão dos agentes. Eles, em nome das suas funções, desrespeitam a privacidade das pessoas”, lamenta José, morador do Crusp, que aos finais de semana trabalha de barman em uma casa noturna no centro da cidade.

Aos sábados e domingos o controle é mais rigoroso. A restrição já começa após as 14h e apenas quem possui carteirinha da USP pode adentrar o Campus. Os moradores do Crusp que recebem visitas devem, obrigatoriamente, informar a GU seus dados e os do visitante. “A USP é tranquila, tem lugares muito bons para descansar e praticar atividades, como é o caso da área da praça do relógio. Mas é pena que, mesmo morando perto da USP, sou proibida de entrar aos finais semanas por não ter vínculo com a USP”, critica Mariana Souza, moradora do bairro Vila Indiana.

Já os agentes da GU se defendem e afirmam que apenas visam proteger o patrimônio da USP e a vida dos moradores do Crusp. “Limitamo-nos a cumprir ordens. Durante os finais de semana, há redução do efetivo e das viaturas de patrulha, daí que a entrada de certas pessoas é feita de acordo com certos critérios. As pessoas não deveriam reclamar conosco, e sim com a ouvidoria da USP”, justificou sob anonimato um dos agentes da GU.

Mariana contesta a GU dizendo que, se alguém mal intencionado quiser entrar na USP, poderá fazê-lo durante o horário das aulas e se fixar em um lugar qualquer aguardando o anoitecer para praticar crimes. “Acredito que nem mesmo os alunos e moradores estão satisfeitos com a conduta da GU”, conclui.

O coordenador da Cocesp, José Martini, reconheceu a existência de algumas ocorrências, mas alega que nunca recebeu reclamação da comunidade, nem por meio da ouvidoria, nem por outros canais de comunicação entre a prefeitura e a comunidade. Entretanto, admitiu que o sistema de segurança está sendo revisto. “Em face às ocorrências que estão sendo registradas, o sistema de segurança está sendo revisado. Aguardem mudanças”, informou por e-mail, sem especificar que tipo de mudanças.

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