A Maldade Humana

O ser humano é, por uma razão evolutiva, naturalmente mal. Esse traço, tido como um defeito pela maioria das sociedades contemporâneas, foi e será um fator único para o desenvolvimento social mundial.

Tal maldade, que surgiu com os nossos ancestrais, foi responsável pelo nascimento dos avanços estruturais em nossa realidade. Machadinhas, lanças, armadilhas, essas armas “ruins” possibilitaram a sobrevivência do homo sapiens através da dizimação de seus inimigos e, conseqüentemente, nos concederam a supremacia do reino animal.

É incontestável que o holocausto foi um genocídio irracional, incompreensível e injustificável. No entanto, graças à sua existência, foram criadas tecnologias (bélicas, medicinais, anatômicas e espaciais) que revolucionaram a humanidade. Ou seja, a iniqüidade de Hitler foi, apesar de inaceitável, essencial para o progresso de grande parte dos homens.

O instinto de aniquilar o que (ou quem) se diferencia dos nossos objetivos e que pode obstruir o caminho para a glória desejada, é compreensível. Seria comum ver pessoas digladiando-se nas ruas e assassinatos indiscriminados por toda a parte, se não existisse o medo, consciente, da punição severa, terrestre ou divina, que sofreriam.

Conclui-se, portanto, que se todos os homens fossem “bons”, ainda estaríamos, provavelmente, morando em cavernas e vivendo primitivamente, pois a maldade é, apesar de paradoxal, fundamental para a evolução e continuidade da raça humana.

Texto escrito em 28 de março de 2008 para medir minhas habilidades de vestibulando capaz de dissertar sobre qualquer coisa e defender quaisquer argumentos, fizessem sentido ou não.

Foi inspirado numa reportagem especial da revista Veja sobre ‘os benefícios evolutivos da vingança’. Renata, a professora de Redação do cursinho em que estudei e minha grande mestre, ficou chocada ao lê-lo e disse algo assim para me aconselhar: “Wil, tudo bem tentar abordagens diferentes. É isso mesmo que tem de fazer. Mas, MUITO CUIDADO, PELO AMOR DE DEUS! Tentar defender HITLER em redação de vestibular é, PELO MENOS, bastante perigoso!”.

Como bom exemplo de vestibulando (teimoso, ‘do contra’ e chato), tentei convencê-la do quão “essencial era aquele texto para a liberdade de expressão e compreensão pragmática do mundo contemporâneo…” (tava valendo qualquer coisa ‘só para contrariar’). Mas é óbvio que compreendi seu argumento e nem pensei em desobedecê-la. Passei numa porrada de vestibulares por causa dos ensinamentos dessa  mulher maravilhosa e também aprendi a enxergar o mundo de uma perspectiva diferente, bem menos ‘Veja’ do que quando comecei o cursinho. Fica aqui meu Muito Obrigado para ti, Renata Paltrinieri Hograefe.

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