Não Vou Dizer

Este texto foi feito especialmente para uma amiga queridíssima que comemorou seu aniversário na semana passada. Não é um pedido de desculpas por meu esquecimento, mas peço desculpas mesmo assim. Pois esquecer o aniversário de alguém cujo valor me é indescritível, não é um ato de amizade.

Porém, já aconteceu. Bola pra frente! Vamos deixar de lero-lero e ir direto ao que nos interessa!

Há pessoas em todo este mundo maravilhoso que parecem existir somente para a felicidade dos que lhes cercam. São como querubins que esvoaçam ao nosso redor e liberam um perfume de alegria, uma energia contagiante, lançando-nos sorrisos que fazem até o mais duro coração enfraquecer-se e ceder aos teus encantos.

Estes seres angelicais vivem nos pregando peças. Às vezes, dizem que somos cabeça-duras, não enxergamos um palmo à nossa frente; que devemos refletir se a atitude que tomamos é realmente a melhor para nossas vidas. Falam, falam e falam. Por maior vontade de retrucar o que disseram, não o fazemos. Sabe o porquê? Porque (mesmo que ninguém admita) temos certeza que eles só desejam o nosso bem.

E, após dizerem um monte de “besteiras” que nos aborrecem, chateiam, magoam; vêm com um abraço gostoso… é como se tudo não tivesse passado de um mal-entendido. Ambos admitem que disseram o que não devia ser dito (Mentira Total, pois se não fosse dito, eles não seriam esses anjos maravilhosos que, mesmo pondo em risco uma relação, dizem o que pensam e sentem).

Sejam eles alegres, bobos, tristes, brincalhões, nervosos, meigos, tolos, imprevisíveis ou surpreendentes. Cada um demonstra seu carinho de uma forma diferente.

O querubim a que me refiro neste texto tem o dom da curiosidade. Pois é… esta pessoa é como uma criancinha que deseja saber o “por quê?” De tudo. Quer saber o porquê de não existirem castelos de belas princesas e príncipes encantados, por que a gente nasce, por que a gente morre, por que o mundo é tão gigante e pequeno ao mesmo tempo, por que ser adulto é ser complicado, por quem meu coração bate… me encanta seu jeitinho inocente e sem vergonha de perguntar tudo o que quer saber.

Cá entre nós, esses seres angelicais têm nome. Certa vez, um deles me disse que se chamava AMIGO. Mas eu não vou dizer isso para você. Sabe como é…“Segredo de amigo”.

Que o mundo continue a ser incrível, misterioso e novo para sempre aos teus olhos querubim!

Texto escrito em 8 de abril de 2006.

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